ESTÁ A SAIR DO WEBSITE DA LUNDBECK.PT

Está a sair do website da Lundbeck.pt e a aceder ao website corporativo no qual a nossa Política de Privacidade não se aplica. As suas interações no website de destino serão da sua inteira responsabilidade.

Prosseguir

Cancelar

Doença bipolar

Compreender a doença bipolar

A doença bipolar está associada a flutuações graves no humor e na energia, o que pode perturbar a vida pessoal e profissional do doente e da sua família.

Descrição geral da doença bipolar

A doença bipolar é uma perturbação do humor em que os doentes podem sentir períodos de humor elevado e de depressão.1 Um período de humor elevado é conhecido por “episódio maníaco” e um período de depressão é conhecido por “episódio depressivo”. Entre estes dois momentos, o humor do doente pode voltar ao normal, embora não consiga, normalmente, apresentar as suas capacidades máximas.1

A doença bipolar é uma doença grave, conforme indicado pelo risco de suicídio, que é 20 vezes superior ao da população geral.2 Cerca de um terço dos doentes com doença bipolar tentaram o suicídio durante a sua vida.3

Factos sobre a Doença Bipolar

A desordem bipolar é uma desordem do estado de ânimo em que os doentes podem vivenciar períodos de humor elevado ("episódio maníaco) e de humor deprimido ("episódio depressepresivo").

Um período de estado de ânimo elevado é conhecido como um "episódio maníaco", e um período de estado de ânimo deprimido é conhecido como um "episódio depressivo".

Sintomas

 

Os sintomas maníacos e os sintomas depressivos encontram-se em polos opostos, daí o nome de “doença bipolar”.

  • Episódio maníaco1 – uma pessoa que apresenta um episódio maníaco parecerá anormalmente alegre e cheia de energia. Pode ser extremamente faladora e dizer coisas, como por exemplo “Sinto-me no topo do mundo”. Pode ficar obcecada com algo em especial, como escrever um livro, ou pode parecer que as suas ideias fluem e que se distrai com facilidade. A pessoa poderá dormir pouco, se chegar a dormir. Poderá realizar atividades arriscadas, como compras desenfreadas, promiscuidade sexual ou investimentos absurdos. A pessoa poderá ficar irritável e, em alguns casos, poderá ser necessário o internamento no hospital. Os sintomas podem durar uma semana ou mais.
  • Episódio depressivo1 – uma pessoa que apresenta um episódio depressivo terá um humor bastante depressivo e provavelmente perderá o interesse, ou não conseguirá sentir qualquer prazer, na realização de praticamente todas as atividades. Pode sentir-se triste, vazio e sem esperança por um período de várias semanas, afetando a sua capacidade de trabalhar e de interagir com os outros.

Existem tipos diferentes de doença bipolar, dependendo da presença e da gravidade dos sintomas maníacos e depressivos.1 Na maior parte dos casos, os doentes sentirão ambos os tipos de episódios.1

76%

dos doentes têm os seus primeiros sintomas antes dos 21 anos.3

46 milhões

pessoas em todo o mundo vivem com doença bipolar.2

Epidemiologia e impacto

 

A nível mundial, 46 milhões de pessoas sofrem de doença bipolar,4 numa percentagem praticamente igual de homens e mulheres.1 A doença bipolar surge, normalmente, durante a adolescência, com 76% dos doentes a apresentar os primeiros sintomas antes dos 21 anos.5 A maior parte das pessoas sofrem episódios múltiplos durante a sua vida, com praticamente um em cada quatro doentes tratados a apresentar uma recorrência por ano.6

A doença bipolar tem um efeito negativo nas possibilidades de emprego, no desempenho profissional e na assiduidade.7 Um estudo global da Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu que as pessoas com doença bipolar perdem, em média, 17 dias de trabalho ou atividades por ano.8 De acordo com a OMS, a doença bipolar é a 12ª causa principal de incapacidade moderada a grave a nível mundial.9

As pessoas que se sentem preocupadas por estar a desenvolver – ou algum familiar delas – sintomas da doença bipolar devem consultar um médico para obter ajuda e aconselhamento. 

Diagnóstico e cuidado

As pessoas que se sentem preocupadas por estar a desenvolver – ou algum familiar delas – sintomas da doença bipolar devem consultar o seu médico para receber ajuda e aconselhamento.

A doença bipolar é diagnosticada através de entrevistas ao doente, e inclusivamente também com entes queridos.10

A doença bipolar é muitas vezes mal diagnosticada, apesar de numerosas escalas de avaliação que podem ser usadas para ajudar a identificar os sintomas. Num inquérito, 69% dos doentes tinham sido diagnosticados incorretamente pelo menos uma vez, a maioria das vezes como tendo depressão, podendo  demorar muitos anos até que o diagnóstico correto seja feito.11

 

A doença bipolar é uma doença recorrente ao longo da vida. Uma vez feito o diagnóstico, uma combinação de medicação e terapia psicossocial é geralmente recomendada.10 10 Dependendo se o doente está a ter um episódio maníaco ou depressivo, são necessários diferentes tratamentos.10

  1. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. 5th ed. Arlington, VA: American Psychiatric Association; 2013.
  2. Pompili M, Gonda X, Serafini G, Innamorati M, Sher L, Amore M, et al. Epidemiology of suicide in bipolar disorders: a systematic review of the literature. Bipolar Disord. 2013;15(5):457–490.
  3. Novick DM, Swartz HA, Frank E. Suicide attempts in bipolar I and bipolar II disorder: a review and meta-analysis of the evidence. Bipolar Disord. 2010;12(1):1–9.
  4. GBD 2017 Disease and Injury Incidence and Prevalence Collaborators. Global, regional, and national incidence, prevalence, and years lived with disability for 354 diseases and injuries for 195 countries and territories, 1990–2017: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2017. Lancet. 2018;392(10159):1789–1858.
  5. Perlis RH, Dennehy EB, Miklowitz DJ, Delbello MP, Ostacher M, Calabrese JR, et al. Retrospective age at onset of bipolar disorder and outcome during two-year follow-up: results from the STEP-BD study. Bipolar Disord. 2009;11(4):391–400.
  6. Vázquez GH, Holtzman JN, Lolich M, Ketter TA, Baldessarini RJ. Recurrence rates in bipolar disorder: systematic comparison of long-term prospective, naturalistic studies versus randomized controlled trials. Eur Neuropsychopharmacol. 2015;25(10):1501–1512.
  7. Dean BB, Gerner D, Gerner RH. A systematic review evaluating health-related quality of life, work impairment, and healthcare costs and utilization in bipolar disorder. Curr Med Res Opin. 2004;20(2):139–154.
  8. Alonso J, Petukhova M, Vilagut G, Chatterji S, Heeringa S, Üstün TB, et al. Days out of role due to common physical and mental conditions: results from the WHO World Mental Health surveys. Mol Psychiatry. 2011;16(12):1234–1246.
  9. World Health Organization. World Report on Disability 2011. Available from: http://www.who.int/disabilities/world_report/2011/report.pdf [accessed 17 September 2019].
  10. Grande I, Berk M, Birmaher B, Vieta E. Bipolar disorder. Lancet. 2016;387(10027):1561–1572.
  11. Hirschfeld RM, Lewis L, Vornik LA. Perceptions and impact of bipolar disorder: how far have we really come? Results of the national depressive and manic–depressive association 2000 survey of individuals with bipolar disorder. J Clin Psychiatry. 2003;64(2):161–174.

  1. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. 5th ed. Arlington, VA: American Psychiatric Association; 2013.
  2. GBD 2017 Disease and Injury Incidence and Prevalence Collaborators. Global, regional, and national incidence, prevalence, and years lived with disability for 354 diseases and injuries for 195 countries and territories, 1990–2017: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2017. Lancet. 2018;392(10159):1789–1858.
  3. Perlis RH, Dennehy EB, Miklowitz DJ, Delbello MP, Ostacher M, Calabrese JR, et al. Retrospective age at onset of bipolar disorder and outcome during two-year follow-up: results from the STEP-BD study. Bipolar Disord. 2009;11(4):391–400.
  4. Pompili M, Gonda X, Serafini G, Innamorati M, Sher L, Amore M, et al. Epidemiology of suicide in bipolar disorders: a systematic review of the literature. Bipolar Disord. 2013;15(5):457–490.
  5. Alonso J, Petukhova M, Vilagut G, Chatterji S, Heeringa S, Üstün TB, et al. Days out of role due to common physical and mental conditions: results from the WHO World Mental Health surveys. Mol Psychiatry. 2011;16(12):1234–1246.
  6. World Health Organization. World Report on Disability 2011. Available from: http://www.who.int/disabilities/world_report/2011/report.pdf [accessed 17 September 2019].
Jakob Tranberg living with Perturbação Bipolar

Eu sou o escolhido

Diagnóstico e cuidado

 

As pessoas que pensem sentir – ou que algum familiar possa sentir – sintomas de doença bipolar devem consultar o seu médico para assistência e aconselhamento.

A doença bipolar é diagnosticada através de entrevistas ao doente e poderá envolver conversações com familiares.10 A doença bipolar é muitas vezes diagnosticada incorretamente, apesar das diversas escalas de avaliação que podem ser utilizadas para identificar os sintomas. Num estudo, 69% tinham sido incorretamente diagnosticados, pelo menos uma vez, como sofrendo de depressão e pode demorar vários anos até se conseguir um diagnóstico correto.11

A doença bipolar é uma doença vitalícia e recorrente. Depois do diagnóstico, é normalmente recomendada uma combinação de medicamentos e terapêutica psicossocial.10 Dependendo do estado maníaco ou depressivo do doente, são necessários tratamentos diferentes.10

Mais da lundbeck

Nossa Ciência

A Lundbeck desenvolveu algumas das terapias mais amplamente prescritas do mundo.

Revista Lundbeck 

Aumente a conscientização, desafie os padrões e incentive conversas sobre doenças cerebrais.

Acesso à saúde do cérebro

Estamos empenhados em melhorar o acesso à saúde do cérebro de acordo com a OMS.